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“A arbitragem passa por um momento de muita pressão”
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“A arbitragem passa por um momento de muita pressão”

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Flamengo briga por pênalti marcado

 

Não sou da CBF, não tenho nenhum vínculo com ela. Acho que houve um mal entendido nas perguntas feitas pelo chefe da arbitragem da Fifa sobre a bola na mão ou mão na bola. No Brasil, não significa que mão na bola é falta. A regra não mudou, apenas ampliou-se a interpretação. Porém, tem lances que os árbitros apenas erram, não pela orientação dada pela Fifa ou CBF.

Desde 2013, quando a Fifa mudou o comando da arbitragem, entrando o suíço Mássimo Bussaca, ampliou-se o conceito. Mão deliberada ou movimento não natural de corrida deve-se marcar a falta. Jogador que se projeta na frente da bola para interceptá-la ou se estiver com o braço aberto correndo o risco de a bola bater, é falta. Creio que a CBF está correta. Não foi ela quem deu a instrução, e sim, a Fifa, que envia instrutores aos Brasil para repassá-las aos árbitros.

Este ano tiveram dois cursos da Fifa no Brasil, com instrutores estrangeiros, credenciados pela entidade máxima do futebol. Acho que a arbitragem passa por um momento de pressão muito grande e isto está levando aos erros capitais no Campeonato Brasileiro. Não é pressão dos clubes, mas da profissão. A arbitragem está sobrecarregada, sem um plano de carreira seguro. A estrutura da arbitragem no Brasil é pobre e isto está refletindo nas nossas principais competições.

 

Sálvio Spínola | Ex-árbitro e comentarista da ESPN

 

(Fonte: Portal Jornal A Tarde  / Foto: Reginaldo Castro | Estadão Conteúdo | 24.09.2014)

 

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