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Vacina da Glaxo contra ebola será testada em humanos na próxima semana
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Vacina da Glaxo contra ebola será testada em humanos na próxima semana

Os cientistas americanos começarão a inscrever pacientes já na próxima semana para realizar ensaios clínicos de segurança da vacina experimental do ebola da GlaxoSmithKline Plc em um momento em que o número de mortes provocadas pela doença aumenta na África Ocidental.

O Vaccine Research Center do National Institutes of Health dos EUA (NIH, na sigla em inglês) recebeu aprovação da Food and Drug Administration (FDA, na sigla em inglês) para iniciar o ensaio de Fase 1, disse Michael Kurilla, diretor do Departamento de Biodefesa, Fontes de Pesquisas e Pesquisa Translacional, ontem, em entrevista por telefone. Um ensaio de Fase 1 é o primeiro teste de um medicamento ou vacina em humanos para avaliar sua segurança e confirmar se o funcionamento em humanos é similar ao verificado em animais.

O surto atual matou 1.552 pessoas em quatro países e pode em breve atingir mais mortes do que todos os outros surtos de ebola combinados. De forma conjunta, o NIH e a Glaxo, que tem sede em Londres, estão desenvolvendo a vacina experimental, que não contém o vírus infeccioso do ebola. As autoridades de saúde estão discutindo se devem ministrar a vacina em pessoas em risco na África Ocidental, disse Kurilla.

“Como exatamente tudo isso será feito é algo que ainda precisa ser pensado e é um tópico para uma série” de teleconferências todos os dias, disse ele.

Os pesquisadores podem precisar estudar a vacina em humanos durante cerca de um mês para avaliar seu efeito, disse Kurilla. O diretor do NIH, Francis Collins, deverá falar a respeito do trabalho da agência sobre as vacinas do ebola.

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Testes no Reino Unido

Os ensaios da vacina serão realizados em pessoas saudáveis nos EUA, no Reino Unido, na Gâmbia e no Mali, disse a Glaxo, hoje, em um comunicado. Os ensaios de Fase 1 no Reino Unido, liderados por pesquisadores da Universidade de Oxford, podem começar em meados de setembro com 60 voluntários se os órgãos reguladores aprovarem a medida, disse a Glaxo.

Se não houver efeitos adversos, os ensaios se estenderão a 40 voluntários no Mali e ao mesmo número na Gâmbia. A primeira fase deve ser concluída até o fim do ano, disse a Glaxo. Um subsídio de 2,8 milhões de libras (US$ 4,6 milhões) do governo do Reino Unido e do Wellcome Trust financiará os testes, assim como a fabricação de até 10.000 doses da vacina pela Glaxo. Dessa forma, se os ensaios forem bem-sucedidos, o medicamento será disponibilizado imediatamente para os programas de imunização.

A NewLink Genetics Corp., que tem sede em Ames, Iowa, EUA, também está trabalhando em uma vacina do ebola e disse ontem que tem contrato com uma empresa terceirizada para fabricar o produto e ampliar sua oferta atual, que a companhia disse ser adequada para iniciar os ensaios pré-clínicos.

Reunião sobre ebola

Entre as empresas com tratamentos para a doença estão a Mapp Biopharmaceutical Inc., a Fujifilm Holdings Corp., a BioCryst Pharmaceuticals Inc. e a Tekmira Pharmaceuticals Corp., disse Kurilla.

Alguns pacientes do ebola, incluindo os profissionais de saúde americanos Kent Brantly e Nancy Writebol, foram tratados com ZMapp, apesar de a empresa com sede em San Diego ter dito que seu estoque estava esgotado.

Os conselheiros da Organização Mundial de Saúde, OMS, determinaram no início deste mês que é ético usar os tratamentos experimentais contra o ebola para ajudar pacientes infectados. Mais de 2.600 casos de ebola foram reportados na Libéria, na Guiné, em Serra Leoa e na Nigéria desde dezembro, disse a OMS.

Mais de US$ 430 milhões serão necessários para controlar o maior surto de ebola da história, segundo um pré-documento que explica a estratégia da OMS. O Banco Africano de Desenvolvimento irá preparar adicionais US$ 150 milhões em financiamento além dos US$ 60 milhões que já prometeu para ajudar os países a lutar contra o vírus.

A Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional disse ontem que fornecerá mais US$ 5 milhões para ajudar a combater o surto, elevando seu total para US$ 19,6 milhões.

“Os fundos adicionais serão usados para fornecer estoques e equipamentos de saúde e treinamento de emergência e para dar apoio aos profissionais de saúde no controle de infecções e no gerenciamento de casos, para financiar campanhas públicas de conscientização e para ajudar a gerar capacidade nos centros de saúde locais e para os sistemas de resposta a emergências”, segundo um comunicado da agência.
(Fonte: Portal Bol / Foto: Portal R7)

 

ASSINATURA

Lena Sena foi empresária do mundo da moda e também do segmento de alimentação. É designer de interiores e paisagista, duas de suas grandes paixões. Também é arteira, como gosta de ser chamada entre os que trabalham com artesanato, atividade que continua a lhe conferir belas criações.

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