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Segmentos de beleza e vestuário são os preferidos dos microempreendedores na Bahia
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Segmentos de beleza e vestuário são os preferidos dos microempreendedores na Bahia

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Em tempos de economia em baixa, investir na imagem pessoal é o que parece estar em alta. É isso o que demonstram os dados do Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Segundo o órgão, são esses os setores preferidos entre os microempreendedores individuais (MEI) da Bahia.

Dos 354.091 microempreendedores formalizados no estado, a atividade de comércio de vestuário e acessórios é a que reúne mais pessoas: 36.316. O setor de beleza ocupa o segundo lugar entre os pequenos negócios favoritos dos inscritos no programa, com 24.485 cabeleireiros e manicures formalizados.

Para incentivar o público que deseja empreender na área, o Sebrae da Bahia promoveu, na manhã de ontem, uma palestra com a empresária Zica Assis, sócia fundadora do Instituto Beleza Natural, uma das maiores redes de salão de beleza do país especializada em cabelos crespos.

A palestra, que aconteceu no cinema UCI Orient do Shopping da Bahia, marcou a abertura da Semana do MEI, que acontece até esse sábado.

Por quase uma hora, Zica contou a sua trajetória desde quando começou a trabalhar como doméstica, aos 9 anos, até quando decidiu que iria fazer um curso de cabeleireiro e começou a pensar em uma fórmula específica para tratar cabelos crespos. “Levei quase 10 anos desde quando fiz o curso até o momento que consegui registrar a patente do produto”, lembrou.

Salão
Para abrir seu próprio salão, a ex-doméstica investiu R$ 4,5 mil com a ajuda de três sócios, e rapidamente o negócio se tornou um grande sucesso.

“O que tínhamos era uma ideia inovadora que nenhuma grande empresa tinha pensado antes. Começamos a formar profissionais para trabalhar na nossa rede e manter a qualidade do nosso atendimento em todas as filiais”, afirmou a hoje empresária.

Com 23 anos de história, o Instituto Beleza Natural conta com quatro mil colaboradores distribuídos entre 40 unidades de negócios, incluindo institutos, lojas de produtos e quiosques em todo o país.

Mesmo no atual cenário de retração econômica, Zica continua apostando no segmento. “Como qualquer empresa, também estamos sentindo a crise. Acredito que a necessidade de se cuidar e ficar bonita é algo que todo mundo precisa, até mesmo para conseguir uma nova oportunidade de trabalho”, acredita, acrescentando que até o final deste ano deve ser aberta, na cidade de Nova York, a primeira filial internacional do Beleza Natural.

“Para um negócio dar certo, é preciso identificar quais gargalos terão de ser enfrentados, e continuar inovando sempre, com planejamento e criatividade”, aconselha.

MEI
A palestra de Zica cumpriu dois dos objetivos pretendidos pelo Sebrae para a Semana do MEi, que ocorre simultaneamente em todo o Brasil. No caso, a inspiração e a motivação para empreender.

Nos próximos dias, outros cases de sucesso como o de Zica serão exibidos em megapalestras para incentivar os microempreendedores e aqueles que estão buscando a formalização. “A gente percebe que há um aumento grande no número de pessoas que estão interessadas em abrir uma empresa e se tornar MEI é o primeiro passo para isso”, pontua o superintendente do Sebrae, Adhvan Furtado.

Segundo ele, o empreendedorismo é uma boa saída para quem está desempregado, mas é preciso planejar as ações. “O planejamento é essencial para que o microempreendedor não corra riscos. É preciso fazer pesquisa de cliente e público alvo, análise financeira do negócio e o máximo de planejamento possível para que a empresa seja bem-sucedida”, falou.

Suas palavras não são em vão. Com o aumento do desemprego, o empreendedorismo tem sido cada vez mais buscado como alternativa para garantir a renda. E, dentro desta perspectiva , o MEI é uma das melhores opções.

Benefício
Isso porque a inscrição no programa é menos burocratizada em comparação com a abertura de um negócio tradicional. E o peso dos tributos também são menores. O microempreendedor só precisa pagar taxas mensais entre R$ 45 e R$ 50 a depender do ramo de atividade. O valor cobre tributos municipais, estaduais e contribuição previdenciária.

Em contrapartida, o microempreendedor é formalizado e passa a ter um número de CNPJ (pessoa jurídica) para emitir notas fiscais. E passa, também, a ter direito ao benefício da aposentadoria paga pelo INSS, no valor de um salário mínimo por mês, cumpridas exigências de tempo de contribuição mínimo específico para o programa.

Neste ano, o principal foco da semana dedicada aos donos de pequenos negócios são as oficinas com os microempreendedores, além de orientações sobre as obrigações legais, formalização, alteração da empresa, preenchimento da Declaração Anual e impressão dos boletos das obrigações fiscais (que este ano não foram enviados pelo correio).

Fonte: Correio da Bahia

(Foto: RAUL GOLINELLI/DIVULGAÇÃO)

Lena Sena foi empresária do mundo da moda e também do segmento de alimentação. É designer de interiores e paisagista, duas de suas grandes paixões. Também é arteira, como gosta de ser chamada entre os que trabalham com artesanato, atividade que continua a lhe conferir belas criações.

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