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Protesto contra Cunha reúne jovens de movimentos e partidos
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Protesto contra Cunha reúne jovens de movimentos e partidos

Jovens do PT, do PCdoB e do Levante Popular da Juventude, entidade ligada a tendências petistas, formaram quase todo o corpo da manifestação realizada na sexta-feira, 13, no centro de Salvador, contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O grupo, composto também por organizações independentes e apartidários, como o Coletivo Esquerda Unida, pedia a cassação do mandato do parlamentar e criticava a aprovação de pautas consideradas “conservadoras” pela esquerda.

Manifestantes de Salvador caminharam do Campo Grande até a Praça Castro Alves

Manifestantes de Salvador caminharam do Campo Grande até a Praça Castro Alves

 

Segundo estimativa da Polícia Militar, 300 pessoas participaram do ato. Já a organização do evento, a cargo do Levante Popular da Juventude, estimou o público em 700 manifestantes.

Em Brasília, e em  10 capitais do país, também houve atos contra Cunha. Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal, quatro mil pessoas participaram  do ato. Há integrantes de grupos e movimentos sociais simpáticos ao governo, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e também Integrantes de movimentos estudantis. A manifestação  foi o ponto alto do 41º congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), que começou na quinta e vai até domingo.

Membro da coordenação nacional do Levante Popular da Juventude, Patrícia Chaves afirmou em Salvador que o objetivo das manifestações é “derrubar” o deputado, que, para ela, atua deliberadamente “contra o direito das mulheres e dos jovens”.

Como exemplo, a manifestante cita a aprovação do Projeto de Lei 5069/13, que modifica a lei de atendimento às vítimas de violência sexual, tornando crime a propaganda, o fornecimento e a indução ao aborto e a métodos abortivos. A legislação estabelece, ainda, que a mulher vítima de estupro só seja atendida após exame de corpo de delito.

“Nosso lema é só sair das ruas quando o Cunha cair, porque hoje ele é o principal impedimento para que a vida das mulheres continue”, afirmou ela, dizendo que também não apoia os cortes trabalhistas promovidos pelo governo Dilma.

Saia justa

Recém-eleita secretária da Juventude do Partido dos Trabalhadores na Bahia (JPT-BA), a economista Elen Coutinho, que marcou presença na manifestação, tem posição semelhante. Critica a atuação de Cunha, mas reconhece que a liderança do partido na Câmara evita entrar em confronto com o deputado peemedebista. “Mas não é uma blindagem, porque isso é forte. Quem blindava eles era o PSDB”, diz.

Para ela, no entanto, a estratégia desses parlamentares “é equivocada”. A petista  frisa que, apesar dessa posição das lideranças, “deputados desobedientes” vêm adotado outra postura.

Outro protesto contra Cunha acontece domingo, a partir das 13h, no largo do Campo Grande.

 

(FFonte: Portal Jornal A Tarde – Yuri Silva / Foto: Mila Cordeiro | Ag. A TARDE | 13.11.2015)

 

ASSINATURA

 

 

Lena Sena foi empresária do mundo da moda e também do segmento de alimentação. É designer de interiores e paisagista, duas de suas grandes paixões. Também é arteira, como gosta de ser chamada entre os que trabalham com artesanato, atividade que continua a lhe conferir belas criações.

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