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Hamas não aceita prorrogar cessar-fogo com Israel em Gaza
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Hamas não aceita prorrogar cessar-fogo com Israel em Gaza

O movimento islâmico Hamas, no poder na Faixa de Gaza, anunciou na manhã desta sexta-feira (8), no Cairo, que não manterá a trégua com Israel em vigor há três dias, diante da recusa do Estado hebreu em aceitar suas exigências.

Mapa mostra localização de Israel, Cisjordânia e Gaza

Dois altos dirigentes do Hamas que viajaram ao Cairo para negociar a ampliação do cessar-fogo revelaram à AFP que o movimento islâmico recusou a manutenção da trégua no conflito que já matou 1.890 palestinos – essencialmente civis – e 67 israelenses, a grande maioria militares.

“Nos recusamos a prolongar o cessar-fogo, é uma decisão final, Israel não propôs nada”, declarou à AFP um membro da delegação do Hamas nas negociações no Cairo.

Israel “não aceitou acabar com o bloqueio” sobre a Faixa de Gaza, explicou o responsável do Hamas no Cairo. O cessar-fogo termina às 2h de Brasília desta sexta-feira, mas o Exército de Israel já comunicou o disparo de três foguetes da Faixa de Gaza em direção ao território israelense.

Conheça os pontos da negociação entre Israel e palestinos
  • Estado palestino

    Os palestinos querem um Estado plenamente soberano e independente na Cisjordânia e na faixa de Gaza, com a capital em Jerusalém Oriental. Israel quer um Estado palestino desmilitarizado, presença militar no Vale da Cisjordânia da Jordânia e manutenção do controle de seu espaço aéreo e das fronteiras exteriores

  • Fronteiras e assentamentos judeus

    Os palestinos querem que Israel saia dos territórios que ocupou após a Guerra dos Seis Dias (1967) e desmantele por completo os assentamentos judeus que avançam a fronteira, considerados ilegais pela ONU. Qualquer área dada a Israel seria recompensada. Israel descarta voltar às fronteiras anteriores a 1967, mas aceita deixar partes da Cisjordânia se puder anexar os maiores assentamentos.

  • Jerusalém

    Israel anexou a área árabe da Jordânia após 1967 e não aceita a dividir Jerusalém por considerar o local o centro político e religioso da população judia. Já os palestinos querem o leste de Jerusalém como capital do futuro Estado da Palestina. O leste de Jerusalém é considerado um dos lugares sagrados do Islã. A comunidade não reconhece a anexação feita por Israel.

  • Refugiados

    Há cerca de 5 milhões de refugiados palestinos, a maioria deles descendentes dos 760 mil palestinos que foram expulsos de suas terras na criação do Estado de Israel, em 1948. Os palestinos exigem que Israel reconheça seu “direito ao retorno”, o que Israel rejeita por temer a destruição do Estado de Israel pela demografia. Já Israel quer que os palestinos reconheçam seu Estado.

  • Segurança

    Israel teme que um Estado palestino caia nas mãos do grupo extremista Hamas e seja usado para atacar os judeus. Por isso, insiste em manter medidas de segurança no vale do rio Jordão e pedem que o Estado palestino seja amplamente desmilitarizado. Já os palestinos querem que seu Estado tenha o máximo de atributos de um Estado comum.

  • Água

    Israel controla a maioria das fontes subterrâneas da Cisjordânia. Os palestinos querem uma distribuição mais igualitária do recurso.

    (Fonte: Portal Bol / Foto: Orlando/Blog Sempre Guerra e Arte/UOL)

     

Lena Sena foi empresária do mundo da moda e também do segmento de alimentação. É designer de interiores e paisagista, duas de suas grandes paixões. Também é arteira, como gosta de ser chamada entre os que trabalham com artesanato, atividade que continua a lhe conferir belas criações.

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