Lendo agora:
Dirceu desiste do emprego de gerente em hotel de Brasília
Artigo completo 5 minutos de leitura

Dirceu desiste do emprego de gerente em hotel de Brasília

Os defensores lembram que Dirceu tem o direito a trabalhar, desde que atendidas as condições legais

O ex-ministro José Dirceu, condenado no processo do mensalão, desistiu da proposta de emprego em um hotel em Brasília. “Tendo em vista o linchamento midiático instalado contra José Dirceu e contra a empresa que lhe ofereceu trabalho, anunciamos que o ex-ministro decidiu abrir mão da oferta de emprego”, afirmam os advogados de Dirceu em nota.

Segundo eles, a decisão visa diminuir o sofrimento dos empresários que fizeram a oferta e dos funcionários que trabalham no grupo. “Reafirmamos que a proposta apresentada cumpria todas as formalidades previstas em lei, como contrato firmado, carteira de trabalho assinada e toda a documentação complementar exigida”, dizem os advogados.

“Mesmo assim, foi tratada por setores da mídia como uma farsa”. Para eles, a atitude “denuncia a intenção de impedir que o ex-ministro trabalhe, direito que lhe é garantido pela lei e que vale para todos os condenados em regime semiaberto”.

Os defensores lembram que Dirceu tem o direito a trabalhar, desde que atendidas as condições legais, “assim como tem o direito a ficar detido em um estabelecimento com condições dignas de higiene e segurança”. “José Dirceu não considera justo que outras pessoas, transformadas em alvo de ódio e perseguição exclusivamente por um gesto de generosidade, estejam obrigadas a partilhar da sanha persecutória que se abate contra ele”.

mensalao_samarane

Presos mais quatro condenados do mensalão
Vinte dias após as primeiras prisões de condenados no processo do mensalão, o Supremo Tribunal Federal expediu ontem a ordem para que mais quatro comecem a cumprir suas penas na cadeia, incluindo o deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP). Além dele, foi determinada também a prisão dos ex-deputados federais Pedro Corrêa (PP-PE) e Carlos Rodrigues (que foi do antigo PL, hoje PR) e do ex-diretor do Banco Rural Vinícius Samarane.

Segundo a Polícia Federal, os quatro se entregaram até o início da noite, em unidades do órgão ou no presídio da Papuda, em Brasília, onde está a maioria dos condenados presos em novembro. Com as decisões de ontem, subiu para 16 as ordens de prisão expedidas pelo presidente da Corte, ministro Joaquim Barbosa, no caso do mensalão.

Em novembro, foi recolhido à cadeia um grupo de 11 condenados, entre os quais o ex-ministro José Dirceu e o ex-deputado José Genoino. Também condenado pelo STF, o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato é o único fugitivo –  seu destino mais provável foi a Itália. Agora, falta a definição sobre apenas mais seis réus do mensalão, que dependem da conclusão da análise dos recursos e de outros pedidos que apresentaram. O ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB) – que revelou o esquema em 2005 – aguarda a análise pelo Supremo de um laudo médico que definirá se ele cumprirá sua pena na cadeia ou em regime domiciliar. O petebista tem câncer e passou nesta semana por uma perícia no Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Um dos que devem ter seu caso definido só no ano que vem é o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), que ganhou direito a apresentar recurso contra um dos crimes pelos quais foi condenado, porque obteve 4 votos do STF por sua absolvição.

Dos condenados presos ontem, o único que começará a cumprir a pena em regime fechado é Samarane, condenado a 8 anos e 9 meses por gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. Os outros três, por terem sido condenados a menos de 8 anos de prisão, podem pleitear o semiaberto. Valdemar foi condenado a 7 anos e 10 meses; Corrêa pegou 7 anos e 2 meses; e Bispo Rodrigues, 6 anos e 3 meses. Os três foram condenados por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

O presidente do STF deve ainda ordenar nos próximos dias a prisão do deputado federal Pedro Henry (PP-MT). Para expedir a ordem de prisão de Henry, Barbosa aguardará parecer do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que deve ser encaminhado ao STF até o próximo dia 12.

O presidente do Supremo também precisa definir a situação de José Genoino, que está em prisão domiciliar após ter reclamado de problemas cardíacos durante o período em que esteve na Papuda. Em parecer enviado ao STF, o procurador-geral recomendou ao tribunal que deixe Genoino em prisão domiciliar pelos próximos 90 dias. A PF também recebeu autorização para transferir de Brasília para Belo Horizonte a ex-presidente do Banco Rural Kátia Rabello e Simone Vasconcelos, ex-diretora da empresa de publicidade de Marcos Valério, mas a transferência ainda não tem data definida.

(Fonte: Portal Jornal Correio da Bahia / Foto: Meu Malvado Favorito | Divulgação)

ASSINATURA

Lena Sena foi empresária do mundo da moda e também do segmento de alimentação. É designer de interiores e paisagista, duas de suas grandes paixões. Também é arteira, como gosta de ser chamada entre os que trabalham com artesanato, atividade que continua a lhe conferir belas criações.

Deixe seu comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Input your search keywords and press Enter.