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Aeroporto de Salvador: 116 novos horários já estão em operação após saída da Avianca
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Aeroporto de Salvador: 116 novos horários já estão em operação após saída da Avianca

Cento e dezesseis novos horários já estão em operação no aeroporto de Salvador cinco meses depois de suspensas as operações da Avianca. Com o número, todas as rotas domésticas operadas pela companhia já voltaram a circular através de outras empresas. Desde julho, Gol, Azul, Latam e Passaredo adicionaram novos horários em suas rotas para suprir a demanda deixada pela Avianca.

Segundo informações da Vinci Airports, concessionária que opera o terminal, pelo menos outros 27 novos trechos já saem, também, de aeroportos no interior. Até 2020, a previsão é que 215 novos voos estejam em operação.

Nos novos horários, estão incluídos voos que vão deixar de decolar apenas durante o período de alta estação e passarão a sair durante todo o ano. Segundo informações da Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (Setur), são 73 horários da Azul Linhas Aéreas, 53 da Gol, 54 da Latam e 35 da Passaredo. No interior, o aeroporto de Ilhéus passa a contar com 18 novos voos e o de Vitória da Conquista com 12, a partir deste mês de outubro.

Na Latam, por exemplo, os 54 novos horários correspondem a ampliação na quantidade de partidas em seis trechos diferentes, além do lançamento de uma nova rota. A viagem do aeroporto de Salvador até o Santos Dumont, no Rio de Janeiro, contará com 21 viagens por semana.

Outras rotas, que ligam cidades na Bahia com destinos como São Paulo, Fortaleza, Brasília e Belo Horizonte, também tiveram novos horários adicionados. Procuradas, Gol, Azul e Passaredo não responderam ao CORREIO para comentar suas novas operações, até o fechamento desta reportagem

“Medidas como a redução do ICMS possibilitam viabilizarmos o aumento de voos na Bahia de maneira mais sustentável e fortalecer importantes rotas com grande potencial de conectividade. Ao ampliarmos a ligação de Salvador e Porto Seguro com Guarulhos, por exemplo, estamos aproximando ainda mais a Bahia das conexões da Latam com o Brasil e o mundo”, acredita Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil.

Reflexos
O cenário, no entanto, ainda não é ideal para quem trabalha com turismo. “Os voos estão sendo bem aproveitados e saindo com um bom número de passageiros, mas as tarifas, apesar de terem melhorado, ainda não chegaram ao que eram quando tínhamos a Avianca”, comentou Jorge Pinto, vice-presidente da Associação Brasileira de Agência de Viagens na Bahia (Abav-Ba).

O representante exemplifica que, atualmente, uma viagem de final de semana para São Paulo custa, aproximadamente, R$ 1.300. O valor inclui ida e volta com saída de Salvador na sexta e retorno no domingo. Quando a Avianca ainda operava, o mesmo trecho, em um final de semana, poderia ser adquirido por R$ 500. “Precisamos adicionar mais voos de baixo custo nas rotas domésticas, para obrigar as companhias a reduzirem os valores”, acredita Jorge.

Outro número que ainda não voltou ao normal, mesmo com a adição de novos horários, foi o de passageiros circulando no aeroporto da capital, que está na primeira fase das obras de melhoria. Segundo balanço divulgado pela Vinci, entre julho e setembro deste ano, o aeroporto de Salvador transportou 1,92 milhão de passageiros.

O número, se comparado ao mesmo período do ano passado, quando a Avianca ainda operava, revela que as companhias aéreas ainda em operação absorveram 70% do que era transportado pela empresa fechada.

No caso dos hotéis, no entanto, a ausência desses 30% de passageiros nas aeronaves não se traduziu em queda de movimentos. “Tivemos muito receio com a saída da Avianca e passamos por momentos de muita apreensão com medo de termos uma baixa muito grande, o que não aconteceu. Em momento nenhum, tivemos uma ocupação menor do que a do ano passado, a queda não chegou nem a 1%, então nem consideramos”, afirmou Glicério Lemos, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis na Bahia (Abih-Ba)

*Com orientação da chefe de reportagem Perla Riberio

Foto: Google

Lena Sena foi empresária do mundo da moda e também do segmento de alimentação. É designer de interiores e paisagista, duas de suas grandes paixões. Também é arteira, como gosta de ser chamada entre os que trabalham com artesanato, atividade que continua a lhe conferir belas criações.

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