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29/01 Cabine Fevereiros em SSA
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29/01 Cabine Fevereiros em SSA

Convidamos para a cabine de “Fevereiros”, documentário de Marcio Debellian, terça-feira 29/01, às 10h30 no Espaço Itaú Glauber Rocha – sala 1, em Salvador.

O longa terá uma sessão de pré-estreia seguida de debate com o diretor no dia 29 de janeiro, às 20h, no Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha, em Salvador, e uma exibição em praça aberta dia 31 de janeiro, às 21h, na Praça da Matriz, ao lado da Igreja de Nossa Senhora da Purificação, em Santo Amaro, na Bahia. A terra natal da cantora e de Caetano Veloso, ganhou destaque no longa em cenas que mostram o ambiente familiar, religioso e as festas que marcaram a vida de Bethânia, além de abordar questões históricas como o surgimento do samba, tolerância religiosa e racismo.

O filme, que acompanhou Maria Bethânia do Rio de Janeiro, com o vitorioso desfile da Mangueira em sua homenagem, até Santo Amaro, sua cidade natal, já rodou 29 festivais de cinema pelo mundo, passando por países como Canadá, França, Rússia, Suíça, Espanha, Itália, Chile, Uruguai, Congo e Senegal. O longa recebeu o prêmio de Melhor Filme no 10º IN-Edit Brasil e a Menção Honrosa do Júri na competitiva Ibero-americana do 36º Festival Internacional do Uruguai. Com produção da Debê Produções, em coprodução com Globo Filmes, GloboNews e Canal Brasil, o filme tem distribuição da ArtHouse com estreia marcada para 31 de janeiro no Brasil.

O longa mostra a construção do carnaval da Mangueira em 2016 – desde os desenhos das primeiras alegorias aos desfiles na avenida. “O que me interessou desde o início, independente do resultado que o carnaval viria a ter, foi o recorte que a Mangueira escolheu para o enredo. Entre as inúmeras possibilidades de se homenagear Maria Bethânia, a escola escolheu tratar da sua devoção religiosa, do seu sincretismo pessoal que junta o candomblé, devoção católica e sabedorias herdadas dos índios”, lembra o diretor Marcio Debellian.

O filme viajou com Maria Bethânia para o Recôncavo baiano, participando de seu ambiente familiar, religioso e das festas da sua cidade natal, Santo Amaro da Purificação, conhecendo o universo que inspirou o enredo. Neste trânsito entre o Rio de Janeiro e a Bahia, “Fevereiros” depara-se com questões históricas como o surgimento do samba, tolerância religiosa e racismo.

“O Recôncavo baiano, região onde Bethânia nasceu, tem a particularidade de ter sido o lugar no Brasil que mais recebeu negros escravizados trazidos da África. A Bahia soube misturar as tradições africanas, indígenas e portuguesas e transformá-las em expressões originais brasileiras em relação à música, religião e festas populares. Esses aspectos vão sendo apresentados no filme conforme nos aproximamos de Santo Amaro e acompanhamos a construção do carnaval da Mangueira”, explica Debellian.

O filme conta com depoimentos de Maria Bethânia, Caetano Veloso, Chico Buarque, do carnavalesco da Mangueira Leandro Vieira, do historiador Luiz Antonio Simas, da poeta Mabel Velloso, irmã de Bethânia, e do porta-bandeira da Mangueira Squel Jorgea.

SINOPSE:

A partir do vitorioso carnaval da Mangueira em homenagem a Maria Bethânia, o filme percorre uma viagem entre Rio e Bahia, acompanhando a cantora no universo familiar, festivo e religioso que inspirou o enredo.

FICHA TÉCNICA:

Direção: Marcio Debellian

Montagem: Diana Vasconcellos, ABC

Produção: Daniel Nogueira e Marcio Debellian

Direção de Fotografia: Miguel Vassy e Pedro von Krüger

Roteiro: Diana Vasconcellos e Marcio Debellian

Colaboração de Direção e Roteiro: Clara Cavour e Daniel Nogueira

Pesquisa de imagens: Antonio Venancio

Com as participações de: Maria Bethânia, Caetano Veloso, Mabel Velloso, Leandro Vieira, Pai Pote, Squel Jorgea, Luiz Antonio Simas, Chico Buarque, Pai Gilson, Julia Basbaum, Nina Basbaum

Patrocínio: Icatu Seguros, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Globo Filmes e GloboNews

Coprodução: Globo Filmes, GloboNews e Canal Brasil

Realização: Debê Produções

Distribuição: ArtHouse

ENTREVISTADOS:

Maria Bethânia, Caetano Veloso, Chico Buarque, Leandro Vieira, Luiz Antonio Simas, Mabel Velloso e Squel Jorgea

DIRETOR | MARCIO DEBELLIAN

Marcio Debellian é diretor do documentário Fevereiros, que parte do vitorioso carnaval da Mangueira em homenagem a Maria Bethânia, e percorre uma viagem entre Rio e Bahia, acompanhando a cantora no universo familiar, festivo e religioso que inspirou o enredo. É diretor do documentário (o vento lá fora) (2014) que cria um retrato de Fernando Pessoa a partir da leitura de poemas por Cleonice Berardinelli e Maria Bethânia, e autor do argumento, roteiro e coprodutor do filme Palavra (En)cantada, sobre a relação entre poesia e música. É diretor do projeto Palavras Cruzadas, que promove espetáculos criados a partir de encontros entre músicos, poetas e artistas visuais – www.palavrascruzadas.art.br. Foi curador artístico das exposições Reverta – Arte e Sustentabilidade, em cartaz entre maio e julho de 2015 na Oca em São Paulo, com a participação de 20 artistas plásticos com criações inéditas relacionadas a consumo consciente e descarte de resíduos; e da Mostra Permanências, em ficou em cartaz entre 2013 e 2014 no Imperator, Rio de Janeiro, retratando grandes nomes da música brasileira, como Marina Lima, Beth Carvalho, Martinho da Vila e Elizeth Cardoso. Para o lançamento da mostra sobre Elizeth Cardoso, criou e dirigiu o espetáculo A Divina, com Teresa Cristina e Áurea Martins. Dirigiu o show Maneira de Ser, da cantora Marina Lima, que estreou em 2013 e teve temporadas no Rio e em São Paulo. Organizou os seguintes livros: Maneira de Ser, de Marina Lima, organizado em parceria com a artista (Mauad, 2013); Revista Souza Cruz, uma antologia 1916-1935 (ILHA, 2013); Nova edição de “Maria Bethânia Guerreira Guerrilha” (2011), de Reynaldo Jardim, lançado originalmente m 1968, 15 dias antes do AI-5, mas confiscado pelo regime militar. É graduado em Economia pela PUC-RJ e possui formação em teatro pela CAL. Fundou a Debê em 2004. Reúne seus trabalhos em www.marciodebellian.com

PRODUÇÃO | DEBÊ PRODUÇÕES:

Produtora fundada em 2004 por Marcio Debellian, sediada no Rio de Janeiro. Atua nas áreas de cultura e comunicação. Pesquisa, cria e produz filmes, vídeos, espetáculos, livros e exposições. Desenvolve conteúdo para comunicação corporativa, com especialização em textos e vídeos institucionais. No âmbito audiovisual, destaca-se pelo documentário “Fevereiros” (2017), dirigido e produzido por Marcio Debellian que estreou no Festival do Rio de 2017; “Reverta – Arte e Sustentabilidade (2015)” videoinstalação para a exposição “Reverta”, patrocinada pela AMBEV, na OCA (SP); “Resisto” (2015) – videoinstalação para a exposição “Martins Penna em 5 atos”, no SESC Rio; “(O Vento Lá Fora)” (2014) documentário dirigido e produzido por Marcio Debellian que traça um retrato do poeta Fernando Pessoa a partir da leitura de poemas realizada por Cleonice Berardinelli e Maria Bethânia; “Book Trailers” (2011-2013) produção para a Editora Record para autores como Tatiana Levy, Cristovão Tezza, Nélida Piñon, Marina Colasanti e Lya Luft; “Saraiva Conteúdo” (2011-2013) – criação e geração de conteúdo para o site. “Palavra (En)cantada” (2008): documentário sobre a relação entre poesia e música com a participação de Chico Buarque, Maria Bethânia, Adriana Calcanhotto, Arnaldo Antunes, Martinho da Vila, Tom Zé e Zélia Duncan.

A produtora também foi responsável pela curadoria e produção do circuito artístico do “Reverta – Arte e Sustentabilidade” (2015), exposição que ocupou a OCA (SP); além da curadoria (Marcio Debellian e Miguel Jost), pesquisa e produção das exposições “Permanências” (2013-14) sobre Marina Lima, Martinho da Vila, Elizeth Cardoso e Beth Carvalho, no Imperator.

Produziu 12 espetáculos inéditos criados em processo colaborativo que reuniu artistas da palavra, da música e da imagem, o “Palavras Cruzadas” (2012 a 2015). Marcio Debellian assinou a direção do espetáculo “Marina Lima, Maneira De Ser” (2013-2014) da cantora, criado para o lançamento do seu livro homônimo, e de”Teresa Cristina Canta Elizeth Cardoso” (2014), criado para o lançamento da exposição em homenagem a Elizeth Cardoso.

No âmbito editorial, a produtora foi responsável pela organização e produção da antologia que reúne 21 contos sobre liberdade “Liberdade Até Agora” (2011). Além da organização e relançamento do livro-poema de Reynaldo Jardim, de 1968, apreendido pelo regime militar “Maria Bethânia Guerreira Guerrilha” (2011) e produção de recitais “Bethânia e as Palavras”, e organização do livro “Revista Souza Cruz (1916-1935) – Uma antologia”.

A Debê cria vídeos institucionais e de comunicação interna para clientes como Souza Cruz, Livraria Saraiva, Editora Record, Companhia das Letras e SESC, desenvolvimento de conteúdo para relatórios anuais e de sustentabilidade para empresas como Petrobras, Vale, Profarma, Camargo Correia, Redecard, Light, Odontoprev, Lojas Americanas e B2W, estando inúmeras vezes entre os primeiros colocados do Prêmio Abrasca de melhor relatório anual.

COPRODUÇÃO | GLOBONEWS E GLOBO FILMES

A associação entre a GloboNews e a Globo Filmes tem entre seus principais objetivos formar plateias para o documentário e, em consequência, ampliar o consumo desses filmes nas salas de cinema. A parceria tem contribuído para um importante estímulo ao documentário no Brasil, onde o gênero ainda tem pouca visibilidade quando comparado aos demais países. A iniciativa visa o fortalecimento e a promoção dentro do mercado audiovisual brasileiro, através da coprodução e da exibição desses longas.

O projeto completa quatro anos em 2018 e a parceria estimula a criação de longas-metragens que, após a exibição nas salas de cinema, vão ao ar na emissora. Ao longo desse período, os filmes foram vistos por mais de seis milhões de pessoas no canal por assinatura e o alcance médio das produções foi de 450 mil telespectadores por exibição.

Foram lançados filmes como Brasil: DNA África, Cidades Fantasmas, vencedor do Festival É Tudo Verdade 2017, Slam: Voz de Levante e Pitanga, premiados respectivamente nos Festivais do Rio e de Tiradentes em 2017, e A Corrida do Doping – até o momento, o filme mais visto na faixa da GloboNews.

Outros destaques foram o longa coletivo 5 x Chico – O Velho e Sua Gente, sobre comunidades banhadas pelo Rio São Francisco, selecionado para quatro festivais internacionais na França; Tim Lopes – Histórias de Arcanjo, sobre a trajetória do jornalista morto em 2002; Betinho – A Esperança Equilibrista, que narra a vida do sociólogo Herbert de Souza, Menino 23, que acompanha a investigação do historiador Sidney Aguilar a partir da descoberta de tijolos marcados com suásticas nazistas em uma fazenda no interior de São Paulo, ambos vencedores do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro em 2016 e 2017, respectivamente; Setenta, de Emília Silveira, sobre a militância política nos anos 1970, que recebeu dois prêmios no 8º Festival Aruanda (Paraíba), incluindo o de Melhor Filme pelo júri popular; e o premiado Meu nome é Jacque, de Angela Zoé, que enfoca a diversidade sexual a partir da experiência da transexual Jacqueline Rocha Cortês, eleito o Melhor Longa Nacional pelo júri do Rio Festival de Gênero & Sexualidade no Cinema 2016.

Entre 2018 e 2019, serão mais de 65 filmes em produção, envolvendo mais de 60 produtoras de diferentes regiões do país, ajudando a fomentar o mercado.

COPRODUÇÃO – CANAL BRASIL

O Canal Brasil foi ao ar pela primeira vez no dia 18 de setembro de 1998. Aos 20 anos de idade, um assunto importante continua como norte: a necessidade de se entender um pais através da sua cultura. Com o cinema como parte expressiva desse DNA, o Canal Brasil já exibiu mais de quatro mil filmes, entre longas e curtas-metragens, ficção e documentários, além de programas que abordam o tema e suas infinidades.

O Canal Brasil tem um papel fundamental na produção e coprodução de longas-metragens, história que começou em 2008 com “Loki – Arnaldo Baptista”, de Paulo Henrique Fontenelle, que mostrou a vida do eterno mutante. Agora em 2018, o canal ultrapassa a marca de 280 filmes. Sair do campo da exibição e partir também para feitura fez com que o Canal Brasil atingisse em poucos anos grande importância no cenário do cinema brasileiro recente. Entre os longas coproduzidos estão “Tungstênio” de Heitor Dhalia, “Aos Teu Olhos” de Carolina Jabor, “Animal Cordial” de Gabriela Almeida; “Divinas Divas”, de Leandra Leal; “Não Devore o Meu Coração” de Felipe Braganca, “Pendular” de Julia Murat, “Benzinho “de Gustavo Pizzi, entre outros.

DISTRIBUIÇÃO – ART HOUSE

A ArtHouse é uma distribuidora dedicada ao cinema de autor que traz em seu catálogo filmes como “A Erva do Rato” e “Educação Sentimental”, de Julio Bressane, “A História da Eternidade”, de Camilo Cavalcante, “Big Jato”, de Cláudio Assis, “Futuro Junho”, de Maria Augusta Ramos e muitos outros longas-metragens que se destacaram no circuito de festivais dentro e fora do país, como os Festivais de Rotterdam, Locarno, Veneza, Roma, Festival do Rio e Festival de Brasília.

Os mais recentes lançamentos incluem: “A Família Dionti”, de Alan Minas, vencedor do prêmio de público no Festival de Brasília; “Introdução à Música do Sangue”, de Luiz Carlos Lacerda; “Love Film Festival”, de Manuela Dias, “Um Filme de Cinema”, de Walter Carvalho, “Canastra Suja”, protagonizado por Bianca Bin e Adriana Esteves, “Auto de Resistência”, documentário de Natasha Neri e Lula Carvalho e “O Beijo no Asfalto“, primeiro longa de Murilo Benício, estrelado por Lázaro Ramos e Débora Falabella.

Com um foco no cinema nacional de arte, e consciente da importância da comunicação eficaz com o público, a distribuidora ArtHouse ajuda a preencher uma lacuna no setor, dando visibilidade em salas de cinema a toda uma produção brasileira de imensa qualidade e reconhecimento internacional que enfrenta sérias dificuldades de chegar ao espectador.

Em 2019, a ArtHouse continua seu crescimento no mercado brasileiro de cinema, apresentando uma carteira diversa, onde se destacam, “Fevereiros”, documentário de Marcio Debellian estrelado por Maria Bethânia, “Vergel”, uma coprodução entre Brasil e Argentina dirigida por Kris Niklison e ”Domingo”, novo filme de Fellipe Barbosa e Clara Linhart, com Camila Morgado e Chay Suede.

Lena Sena foi empresária do mundo da moda e também do segmento de alimentação. É designer de interiores e paisagista, duas de suas grandes paixões. Também é arteira, como gosta de ser chamada entre os que trabalham com artesanato, atividade que continua a lhe conferir belas criações.

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