Lendo agora:
Ícone pop negro da MPB, Wilson Simonal tem vida resgatada em espetáculo carioca que chega ao TCA
Artigo completo 3 minutos de leitura

Ícone pop negro da MPB, Wilson Simonal tem vida resgatada em espetáculo carioca que chega ao TCA

Garoto pobre, filho de cozinheira e abandonado pelo pai. Como ele virou um dos maiores cantores do Brasil? Como tornou-se o primeiro popstar negro brasileiro que, nos anos 1970, rivalizava em popularidade com o Rei Roberto Carlos? A resposta está no S’imbora, o Musical – A História de Wilson Simonal, em cartaz no Teatro Castro Alves, amanhã, às 21h, e domingo, às 20h.

O ator paulista Ícaro Silva, 28 anos, interpreta o ícone da MPB Wilson Simonal

O ator paulista Ícaro Silva, 28 anos, interpreta o ícone da MPB Wilson Simonal

Drama e humor misturam- se para narrar ascensão e queda do cantor carioca Wilson Simonal (1939-2000) que, no auge da carreira, foi parar na cadeia pelo suposto sequestro de seu contador, e morreu quase no anonimato. Para dar vida a essa história, o ator Ícaro Silva, 28 anos, incorpora o Simonal adulto e JP Rufino, 13, faz o menino no espetáculo carioca dirigido por Pedro Brício. O texto é de Patrícia Andrade e Nelson Motta, mesma dupla de Elis, A Musical.

“Escrevi três musicais, mas a história do Simonal é um prato cheio para um roteirista. É um personagem rico que vai do céu ao inferno, com todas as viradas que pode ter. Começa um garoto pobre, consegue vencer pelo talento incontestável e depois, por falta de habilidade, põe tudo a perder”, destaca Patrícia Andrade, 49, que também é autora de Cássia Eller – O Musical.

Redenção

Racismo e ditadura servem de pano de fundo para uma trajetória marcada por sucessos como Sá Marina, Mamãe Passou Açúcar em Mim e Nem Vem Que Não Tem. Esses e outros hits costuram o espetáculo que reúne mais de 20 atores. A narrativa é feita por Carlos Imperial (1935–1992),  produtor interpretado por Thelmo Fernandes que revelou Simonal, Elis Regina (1845-1982), Roberto Carlos e outros ícones.

Elenco é composto por mais de 20 atores

 

“O primeiro ato, que mostra a ascensão, é mais alegre e com grandes hits. Fui totalmente fiel aos arranjos do Simonal”, explica o diretor musical Alexandre Elias, 44, que também assina Tim Maia – Vale Tudo, O Musical e Gonzagão – A Lenda. Já no segundo ato, que tem “uma carga dramática forte, porque é o declínio dele”, o espetáculo traz músicas menos conhecidas e com novos arranjos, feitos por Alexandre com o cantor Max de Castro, um dos filhos de Simonal.

Patrícia Andrade ressalta que, apesar dos altos e baixos da vida de Simonal, o musical não termina na tristeza. “A gente conseguiu trazer, de alguma forma, a redenção no sentido de que todo mundo merece o perdão. O ser humano erra e ele pagou muito mais em vida do que deveria pagar”, opina.

O ator Ícaro Silva, que também foi Jair Rodrigues (1939- 2014) em Elis, A Musical, reforça a importância da vida de Simonal ser resgatada. “É essencial para a geração de hoje, sobretudo no meio artístico, contar mais uma versão da vida e obra de um ícone dos palcos na década de 60, como Simona. Ele é uma figura de alcance internacional, que enfrentou o preconceito de cor na sua época e ‘fez cena’ até o último minuto de fama”.

(Fonte: Portal Jornal Correio da Bahia / Fotos: Léo Aversa/Divulgação)

ASSINATURA

Lena Sena foi empresária do mundo da moda e também do segmento de alimentação. É designer de interiores e paisagista, duas de suas grandes paixões. Também é arteira, como gosta de ser chamada entre os que trabalham com artesanato, atividade que continua a lhe conferir belas criações.

Deixe seu comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Input your search keywords and press Enter.