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Um dia quem sabe…
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Um dia quem sabe…

Ela olhou tantas caixas de papelão ao seu redor- era uma mudança!
Assustada talvez pela constatação da responsabilidade de organizar
tudo para que nada ficasse fora dos seus lugares, ela corria alimentando
suas forças físicas com o sentimento que era necessário fazer o melhor.
Nessa luta cansativa física, não percebia os sinais da emoção.
Numa bela manha de inverno, acordou, passou um olhar no que restava
de caixas empacotadas no centro da sala , sentiu uma inquietude, um tremor
de impaciência….Encostou na parede lateral que lhe proporcionava uma visão
geral de tudo, segurou firme sua caneca de café, e saboreando pequenos goles
percebeu que seu espaço, seu quarto não tinha sido organizado.
Tudo naquela nova casa já tinha jeito e cheiro de casa arrumada!
No seu quarto uma pilha de caixas formava uma figura do caos. Ela deve o desejo de não abrir aquelas caixas cheias de roupas, sapatos, bolsas… Enfim, tudo que pode ser chamado de objetos pessoais.
Que objetos ela queria deixar ali?
Ah, a mudança!

Abrir aquelas caixas representava mexer na verdadeira mudança. Nessas caixas estavam guardadas as emoções, os desejos, a vontade de ser passarinho.
Ela tinha ânsia de mudança, mas da mudança que liberta que traz de volta o sorriso, o olhar que enxerga beleza ao amanhecer e entardecer.

Continuou ali parada, saboreando sua inseparável caneca de café, esperando um dia… quem sabe!

Texto: LS

Foto: Google

Lena Sena foi empresária do mundo da moda e também do segmento de alimentação. É designer de interiores e paisagista, duas de suas grandes paixões. Também é arteira, como gosta de ser chamada entre os que trabalham com artesanato, atividade que continua a lhe conferir belas criações.

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