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Pensamentos do Lalau
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Pensamentos do Lalau

sorrisos

– No Brasil as coisas acontecem, mas depois, com um simples desmentido, deixaram de acontecer. – Antes só do que muito acompanhado.

 – Quando aquele cavalheiro nervoso entrou no hospital dizendo “eu sou coronel, eu sou coronel”, o médico tirou o estetoscópio do ouvido e quis saber: “Fora esse, qual o outro mal do qual o senhor se queixa?”

– Ser imbecil é mais fácil.

 – Está dando mais do que cará no brejo.

– Nos trens suburbanos não livram a cara nem de padre, que dirá mulher de minissaia.

 – O mais perigoso é que já estão confundindo justa causa com calça justa.

– O Reino Unido não é tão unido assim como eles dizem, não.

– Desligou o telefone com uma violência de PM em serviço.

– Mais monótono do que itinerário de elevador.

– Macrobiótica é um regime alimentar para quem tem 77 anos e quer chegar aos 78.

– Consciência é como vesícula, a gente só se preocupa com ela quando dói.

– Difícil dizer o que incomoda mais, se a inteligência ostensiva ou a burrice extravasante.

– Sempre ouviu dizer que o homem totalmente realizado é aquele que tem um filho, planta uma árvore e escreve um livro. Tinha um filho, plantou uma árvore, o filho trepou na árvore, caiu e morreu. Só lhe restou escrever um livro sobre isso.

– Quem não tem quiabo não oferece caruru.

– Mania de grandeza é a desses suplementos literários que têm um aviso dizendo que é proibido vender separadamente.

– Pode-se dizer a maior besteira, mas se for dita em latim muitos concordarão.

– Homem que desmunheca e mulher que pisa duro não enganam nem no escuro.

– Todo homem previdente sorri sem falha no dente.

– Mulher expondo teoria sobre educação infantil é solteira na certa.

– Menino mijado, bode embarcado e chefe de Estado, nunca fica despreocupado.

– Ou restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos!

– Esperanto é a língua universal que não se fala em lugar nenhum.

 – Pra quem gosta de jiló, coruja é colibri.

– Era desses caras que cruzam cabra com periscópio pra ver se conseguem um bode expiatório. – O terceiro sexo já está quase em segundo.

– As coisas que mais contribuem para avacalhar a dignidade de um homem são, pela ordem, bofetão de mulher e tombo de bunda no chão.

– Caetano Veloso confunde velocidade com trepidação.

– Hoje em dia ninguém é bonzinho de graça.

– A polícia prendendo bicheiros? Assim não é possível. Respeitemos ao menos as instituições!

– O primeiro nome de Freud era Segismundo. Aliás, não só seu primeiro nome como também seu primeiro complexo.

 – Às vezes é melhor deixar em fogo lento do que mexer na panela.

 – Mais inútil do que um vice-presidente.

– Mais mole que bochecha de velha.

– A polícia anda dizendo que prende um bandido de meia em meia hora, então a gente fica desconfiado que eles assaltam de 15 em 15 minutos.

– Ninguém se conforma de já ter sido.

– Quem desdenha quer comprar, quem disfarça está escondendo, mas quem desdenha e disfarça, não sabe o que está querendo.

– Mulher enigmática, às vezes é pouca gramática.

 – Quando um amigo morre, leva um pouco da gente.

 – Nem todo rico tem carro, nem todo ronco é pigarro, nem toda tosse é catarro, nem toda mulher eu agarro.

– Quem diz que futebol não tem lógica ou não entende de futebol ou não sabe o que é lógica.

 – A diferença entre o religioso e o carola é que o primeiro ama a Deus, o segundo, teme.

– Pediatra sempre capricha na pronúncia quando anuncia sua especialidade, pra evitar mal-entendidos.

– Nem todo gordo é bom, muitos se fingem de bonzinhos porque sabem que correm menos.

– Tinha tal pavor de avião que se sentia mal só de ver uma aeromoça.

– Mulher e livro, emprestou, volta estragado.

– O sol nasce para todos, a sombra pra quem é mais esperto. E para terminar:

– Da minha janela vejo o pátio de um colégio e quando a campainha toca para o intervalo das aulas eu paro de trabalhar e fico olhando, como se estivesse no recreio também.

– O importante é não deixar nunca que o menino morra completamente dentro da gente. Caso contrário, ficamos velhos mais depressa. Dizem que é por isso que os chineses, de incontestável sabedoria, conservam o hábito de soltar papagaio (ou pipa, se preferirem) mesmo depois de adultos. Não sei se é verdade, nunca fui chinês.

Stnalislaw Ponte Preta

(Sérgio Porto)

(Fonte: Portal Releituras – textos / Foto: Google Imagens)

ASSINATURA

Lena Sena foi empresária do mundo da moda e também do segmento de alimentação. É designer de interiores e paisagista, duas de suas grandes paixões. Também é arteira, como gosta de ser chamada entre os que trabalham com artesanato, atividade que continua a lhe conferir belas criações.

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