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Por que não?
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Por que não?

Ontem minha filha caçula não teve aula por conta do Dia do Estudante. Cansada da rotina, comentou que queria sair, fazer algo diferente, tomar um ar. Sugeri que fôssemos à área externa do condomínio onde moramos para brincar um pouco com as raquetes de praia.

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Pose para foto antes de mais um arremesso

Surrupiamos a bola da nossa gata e lá fomos nós cheias de certeza de que tínhamos algum talento pra coisa. Qual nada… A nossa atuação foi horrível o suficiente pra nos fazer rir da hora que chegamos até a hora que desistimos de tentar manter a bola no ar por míseros 10 segundos.

Sabiamente, ela deu uma sugestão: “Mãe, vamos esquecer as raquetes, vamos jogar a bola uma para a outra com as mãos mesmo”. Eu zombei da ideia dela por achar que, se com as raquetes a coisa estava complicada, com as mãos então… Segurar uma bola pequenina não ia ser lá muito fácil, para não dizer impossível, diante da nossa performance até ali.

Mas, para não dizer que eu não havia tentado, a certa altura disse que topava o desafio. Para minha surpresa, aquelas desconcertantes tenistas transformaram-se quase em “espécies olímpicas” da melhor qualidade. Simplesmente a bola não caía e chegamos até a inventar modalidades diferentes de atuação. Pense…

Enquanto jogava, e depois do feito, fiquei a pensar: quantas oportunidades desperdiçamos na vida por pré-conceitos que formamos nas nossas cabeças a partir de experiências anteriores? Quantos paradigmas não conseguimos modificar pelo simples fato de não tentarmos fazer diferente? Quantas habilidades não detectadas fazem com que nos acomodemos no status-quo que acreditamos ser imutável?

Agradeci a Deus, a minha filha e a mim mesma por ter permitido que tanto aprendizado viesse por meio de uma simples brincadeira. Afinal, abrir o olhar e agir são, definitivamente, coisas muito sérias…

 

Silvana Lima

 

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Lena Sena foi empresária do mundo da moda e também do segmento de alimentação. É designer de interiores e paisagista, duas de suas grandes paixões. Também é arteira, como gosta de ser chamada entre os que trabalham com artesanato, atividade que continua a lhe conferir belas criações.

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