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O Natal que a gente faz
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O Natal que a gente faz

senhora

Quando vi aquela senhora levar as mãos ao rosto para chorar suas dores acumuladas, senti a mesma emoção que ela guardava, arrancada agora do seu peito ao falar das lembranças de Natal para uma repórter de TV.

A reportagem mostrava um ônibus enfeitado de luzes e conduzido por um motorista vestido de Papai Noel, o suficiente para que a senhora lembrasse da criança pobre que um dia foi, sem direito aos presentes desejados na infância.

Naquele momento, ela me remeteu ao mais genuíno espírito de Natal, através da reflexão que agora divido com vocês.

Por que, depois de tanto tempo, ela chorou? O que tinha aquele ônibus e aquele “bom velhinho” de tão tocantes? Nada, ou melhor, tudo. Eles simplesmente nos lembraram que somos humanos e que, por mais que encubramos essa realidade com a colcha do cotidiano e o lençol dos acontecimentos, seremos sempre susceptíveis a gestos que remetam à solidariedade, à fraternidade e ao amor, sentimentos que tentamos, muitas vezes, subestimar com nossa auto-suficiência.

Ah! Minha senhora… Que vontade de te abraçar e falar olhando nos teus olhos: “Eu te compreendo. Sei da dor que sentes pela falta dos Natais que não aconteceram na sua vida…”

Mas é como eu sempre digo: fazer Natais acontecerem na vida do outro pode não ser lá muito fácil, mas, graças a Deus, é sempre possível!

 

Silvana Lima

 

(Foto: Portal Globo – Jornal Nacional)

 

ASSINATURA

Lena Sena foi empresária do mundo da moda e também do segmento de alimentação. É designer de interiores e paisagista, duas de suas grandes paixões. Também é arteira, como gosta de ser chamada entre os que trabalham com artesanato, atividade que continua a lhe conferir belas criações.

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