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Zika vírus é tema de debate no Museu do Amanhã
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Zika vírus é tema de debate no Museu do Amanhã

inseto

O Museu do Amanhã reuniu uma audiência atenta na tarde desta quarta-feira para um debate sobre “Zika vírus: questões, incertezas e algumas respostas” com o virologista Rodrigo Brindeiro, diretor do Instituto de Biologia da UFRJ e professor pesquisador do Laboratório de Virologia Molecular do Instituto de Biologia da UFRJ. Brindeiro integra a equipe da UFRJ que trabalhou no sequenciamento do genoma do Zika. A pesquisa terá papel importante na compreensão de como o vírus atua no corpo humano e no desenvolvimento de terapias para o tratamento e prevenção da doença.
Além de um panorama sobre o avanço do vírus transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, o especialista adiantou que os casos de Zika no Rio de Janeiro devem aumentar em março e abril, assim como ocorreu no Nordeste, especialmente na Paraíba e Pernambuco, por conta da temperatura e aumento das chuvas. Ele ainda reforçou que as estatísticas associadas à microcefalia são baixas.

“Do total de casos de mulheres grávidas infectadas com o vírus, 2% foram associadas a microcefalia. Apesar de ser um número baixo é muito maior do que o esperado e do registrado nos anos anteriores”, afirmou Brindeiro, ressaltando ainda que o quadro clínico para a doença não está necessariamente associado ao desenvolvimento da microcefalia.

Vários esforços e pesquisas estão em andamento no Brasil e no mundo. Alguns dos mais recentes são a criação da “Rede Zika”, que integra universidades e centros de pesquisa no Estado de São Paulo para entender a doença; e o “Programa Pesquisa em Zika, Chikungunya e Dengue” no Estado do Rio de Janeiro, que teve edital lançado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), no fim do ano passado para financiamento de pesquisas sobre a doença.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) nas Américas, considera que entre 3 e 4 milhões de pessoas serão infectadas pelo vírus em 2016 no continente americano – sendo que 1,5 milhão deste total deve ocorrer no Brasil. O primeiro registro do Zika vírus foi em 1947, em macacos na floresta de Zika, na Uganda, apesar de família diferente ao encontrado no Brasil.

Rodrigo Brindeiro é virologista, possui graduação em Ciências Biológicas – modalidade Genética pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1987), mestrado em Ciências Biológicas (Genética) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1991) e doutorado em Ciências Biológicas (Genética) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1999). Atualmente é diretor do Instituto de Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IB-UFRJ) e professor pesquisador do Laboratório de Virologia Molecular do IB-UFRJ.
Sobre o Museu do Amanhã:

O Museu do Amanhã é uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, concebido e realizado em conjunto com a Fundação Roberto Marinho, instituição ligada ao Grupo Globo, tendo o Banco Santander como Patrocinador Máster. O projeto conta ainda com a BG Brasil como mantenedora e o apoio do Governo do Estado, por meio de sua Secretaria do Ambiente, e do Governo Federal, por intermédio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). O Instituto de Desenvolvimento de Gestão (IDG), organização social de cultura sem fins lucrativos, é o responsável pela gestão do Museu.

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