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“O processo é demorado, mas vale a pena”, diz mãe adotiva
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“O processo é demorado, mas vale a pena”, diz mãe adotiva

Casais falam sobre a espera e a sensação de adotar uma criança

Clícia adotou Julia há três meses

Clícia adotou Julia há três meses

“Uma sensação que não dá pra explicar”.  É assim que Clícia Pereira define o que sentiu quando a viu filha, Julia, pela primeira vez, em um orfanato. “Quando vi, falei logo ‘é minha filha'”. Clícia e o marido passaram quase quatro anos no processo de adoção. Há três meses atrás, foram comunicados que havia uma menina disponível para eles e puderam conhecê-la antes de se tornarem oficialmente seus pais. “Era aquela, não tinha jeito. Quando a conhecemos senti muita alegria, sabia que a partir daquele momento eu teria a minha filha”, conta. “O processo é demorado e lento, mas vale a pena”.

Julia, hoje com seis meses de vida, é uma criança tranquila e se adaptou bem aos novos pais. “É uma menina muito tranquila e feliz. Me traz muita alegria. O amor que sinto é independente do fato dela ter sido adotada. A sensação é de que ela é a minha filha”, se declara a nova mãe.

Mesmo com gravidez, casal
Luciana e Flávio permanece na fila da adoção

Hoje, assim como aconteceu com Clícia e o marido, outros 222 habilitados na Bahia, entre casais e solteiros, esperam crianças para serem adotadas, segundo dados da 1ª Vara da Infância e da Juventude. É o caso de Flávio Rangel e da esposa Luciana, que se começaram o processo de adoção há três anos. “Em 2007 começamos a tentar engravidar, mas não conseguíamos. Então entramos na fila”, conta ele. Antes de serem considerados habilitados para adoção, eles passaram por diversas entrevistas com psicólogas e assitentes sociais, inclusive no ambiente doméstico. “Eles avaliam tudo e nos deixam escolher as características da criança que desejamos”, diz Flávio.

E o improvável aconteceu: antes de conseguir adotar uma criança, Luciana engravidou. “Mas continuamos na fila. Depois de tanto tempo de espera e de tanta dedicação, não vamos desistir”, conta o pai de Marina, que nasceu no último dia 29 e pode ganhar uma irmãzinha em breve.

Incompatibilidades

Até fevereiro deste ano, 122 crianças estavam disponíveis para adoção em todo o estado, número menor do que o de novos pais habilitados. “Isso acontece porque a maioria dessas crianças já tem mais de cinco anos, formam grupos de irmãos ou possuem alguma doença, características que não se encaixam nas preferências dos habilitados”, explica Silvia Gonçalves, servidora responsável pelo setor de adoção da 1ª Vara da Infância e da Juventude de Salvador. Segundo ela, a maioria dos novos pais prefere crianças do sexo feminino, menores de um ano, saudáveis e de pele branca.

O passo a passo da adoção
O primeiro passo para adotar uma criança é se dirigir à Vara de Infância e Juventude mais próxima com os seguintes documentos: cópia autenticada de certidão de casamento ou nascimento, identidade, CPF, cópia de comprovante de renda mensal, atestado de sanidade física e mental, atestado de idoneidade moral assinado por duas testemunhas e com firma reconhecida e atestado de antecedentes criminais.

Se aprovado, o candidato será convocado para uma entrevista com psicólogo e assistente social. Nessa fase, o interessado por informar preferências sobre as características que busca na criança, como sexo, idade e tipo físico. Se aprovado pelos especialistas, o interessado passa a fazer parte do cadastro de crianças disponíveis para adoção.

Quando uma criança estiver disponível, o pretendente pode se encontrar com ela e passar por um processo de proximação gradativo, chamado de estágio de convivência, sempre acompanhado de uma equipe psicossocial. Após o término desse estágio, caso a adoção seja aprovada, a criança pode ir para a casa dos novos pais.

Reportagem iBahia
“O processo é demorado, mas vale a pena”, diz mãe adotiva

(Fonte: Portal Jornal Correio da Bahia – Agência O Globo/ Foto: Acervo Pessoal)

 

ASSINATURA

Lena Sena foi empresária do mundo da moda e também do segmento de alimentação. É designer de interiores e paisagista, duas de suas grandes paixões. Também é arteira, como gosta de ser chamada entre os que trabalham com artesanato, atividade que continua a lhe conferir belas criações.

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