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Mesmo em crise, mulheres não abrem mão de manterem-se atraentes
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Mesmo em crise, mulheres não abrem mão de manterem-se atraentes

Se tem algo que merece total atenção das mulheres brasileiras, mesmo em meio a crise econômica, é fazer o possível para se sentirem lindas e desejadas.

Prova disso é o “efeito batom”, fenômeno que leva a população – maioria feminina – a gastar com cuidados pessoais e cosméticos durante períodos de contração econômica.

De acordo com uma pesquisa feita pela Associação da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), o setor de beleza teve uma pequena retração de 2,5% entre os meses de janeiro e abril, em relação ao mesmo período de 2014. Porém, mesmo com essa pequena retração, o ramo ainda é um dos mais lucrativos no Brasil.

Patricia Seixas, 44 anos, consultora Eudora; Silvia Leticia Brand, 36 anos, consultora Mary Kay. Fotos: Arquivo pessoal

Patricia Seixas, 44 anos, consultora Eudora; Silvia Leticia Brand, 36 anos, consultora Mary Kay. Fotos: Arquivo pessoal

A reportagem do Tribuna da Bahia Online entrou em contato com consultoras de duas marcas de cosméticos que estão se destacando cada vez mais no setor em Salvador: Mary Kay e Eudora.

Questionada sobre o comércio de cosméticos em meio à crise, Silvia Leticia Brand, consultora da Mary Kay, diz que o setor só faz crescer e se fortalecer. “É um setor cuja fidelidade do cliente mantém a rotatividade do consumo em alta, além de inovar com novos produtos”, afirmou.

Leticia também ressaltou que o Brasil despertou para o setor e, inclusive, há perspectiva de que o país ultrapasse a China e os Estados Unidos em breve, pois somos o 3º país no consumo de cosméticos.

Silvia acredita na evolução do seu comércio, até porque, segundo ela, “o universo feminino não se descuida da aparência. Se há crise econômica, elas economizam em outros aspectos, mas não deixam de comprar a base que gosta, aquele lançamento top do mês, o lápis de olho a prova d’água, um primer facial, um kit de cuidados com a pele ou aquele batom vermelho para a night.”

Patricia Seixas, consultora da Eudora, também acredita no crescimento do setor de beleza, e faz o possível para aumentar as vendas e fidelizar suas clientes.

“Eu faço um caixa de R$ 200/mês, com 10 pessoas entre homens e mulheres. Cada pessoa, mensalmente, me paga R$ 20. A sorteada (o) do mês escolhe o produto que quiser comigo. As pessoas que já foram contempladas ficam ansiosas pensando no próximo sorteio”, explicou.

E engana-se quem pensa que somente as mulheres se preocupam em manter a boa aparência. O público masculino tem mostrado cada vez mais interessedo em cuidar do cabelo, manter-se cheiroso e atraente, e isso é unanimidade entre as marcas.

“O homem não tem mais vergonha de olhar uma revista e pedir para experimentar este ou aquele perfume”, disse Patricia. “Acabou o mito de que homem não se cuida! O homem se cuida muito e ainda estimula a sua companheira a se cuidar também”, concordou Silvia.

Mesmo sendo concorrentes, Eudora e Mary Kay, Patricia e Silvia não se sentem intimidadas com a concorrência. “Não há o que temer ou motivo para se incomodar com as demais linhas, pois muitas não possuem parâmetro para que sejam, de fato, consideradas concorrentes”, disse Silvia Leticia. “De jeito nenhum, tenho muitas concorrentes, mas não me intimido com nenhuma delas. Tem espaço pra todas”, finalizou Patricia.

 

(Fonte: Portal Tribuna da Bahia – Kamila Alves / Foto: Arquivo pessoal)

 

ASSINATURA

Lena Sena foi empresária do mundo da moda e também do segmento de alimentação. É designer de interiores e paisagista, duas de suas grandes paixões. Também é arteira, como gosta de ser chamada entre os que trabalham com artesanato, atividade que continua a lhe conferir belas criações.

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