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Doação de cabelo a pessoas com câncer se espalha pelo país
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Doação de cabelo a pessoas com câncer se espalha pelo país

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Em outubro de 2013, as amigas Mylene Duarte e Mariana Robrahn começaram, em São Paulo, um projeto que jamais imaginariam se espalhar por diversos estados do Brasil. Criaram um evento, em uma rede social, para estimular pessoas a fazerem doação de cabelo com o objetivo de ajudar a melhorar a autoestima de crianças com câncer.

A ação, inicialmente direcionada a 700 pessoas, em poucos dias reunia 1.700. “Os nossos amigos foram adicionando outros amigos e, de repente, havia um monte de gente querendo saber como fazer a doação”, conta a publicitária Mariana Robrahn, uma das idealizadoras.

Seis meses depois, surgiu a ONG Cabelegria, que já conseguiu alcançar 18 mil doações. A instituição trabalha em parceria com um salão de beleza de São Paulo, o Andrea Lopes Cabelos, que confecciona as peruquinhas de graça.

“Por enquanto, nós recebemos cartas de pessoas, de diversos lugares do país, que precisam das perucas e enviamos para o endereço delas, mas o nosso objetivo é conseguir montar um banco de perucas, para ajudar tanto as crianças quanto os adultos em tratamento”, explica Mariana.

Segundo ela, são necessários cerca de 200 gramas de cabelo para se confeccionar uma peruca e qualquer tipo de cabelo pode ser doado, mesmo que contenha química ou tintura. O comprimento mínimo para doação é de um palmo, cerca de 10 cm.

Esta não foi a primeira e, felizmente, não será a última iniciativa neste sentido. Seja em grupo, sozinho ou com a ajuda de uma instituição, há um movimento de doação de cabelos acontecendo em diversos lugares do Brasil com o objetivo de ajudar pessoas com câncer.

A médica veterinária Gabriela Nery, de 31 anos, foi estimulada a doar o cabelo depois de ver um comentário sobre o assunto em uma rede social.

“Li sobre isso e fiquei muito interessada, mas, na época, meu cabelo estava pequeno. Deixei crescer e, agora, pude cortar e doar”, conta Gabriela, que fará sua doação para uma instituição de Goiânia.

“Se perder o cabelo já é tão difícil para os adultos, imagine para uma criança, que não sabe ainda como  lidar com o bullying, os olhares desconfiados e as possíveis chacotas dos outros?  Estou muito, muito feliz em poder fazer algo por elas. É uma coisa tão pequena, mas que faz uma diferença tão grande nas nossas vidas”, afirma.

Ajuda
E, segundo a psicóloga que integra a equipe do Núcleo de Oncologia da Bahia (NOB), Suzane Bandeira, esta é uma atitude que faz bem a quem doa e a quem recebe.

“O ganho vai para os dois lados. O paciente com câncer pode reagir de maneiras muito diferentes diante da perda de cabelo, mas a ajuda do outro é sempre muito significativa para alguém que está passando por um processo como este”, diz a psicóloga, que também é doadora.

 

(Fonte: Portal Jornal A Tarde – Fabiana Mascarenhas / Foto: Divulgação | Cabelegria)

 

ASSINATURA

Lena Sena foi empresária do mundo da moda e também do segmento de alimentação. É designer de interiores e paisagista, duas de suas grandes paixões. Também é arteira, como gosta de ser chamada entre os que trabalham com artesanato, atividade que continua a lhe conferir belas criações.

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