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Casamento junino: eles escolheram trocar alianças no próprio arraial
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Casamento junino: eles escolheram trocar alianças no próprio arraial

Quem já foi a uma Festa Junina tradicional sabe bem que um dos momentos mais clássicos do arraial é a hora do casamento. Geralmente ele é feito de brincadeira, junto com a quadrilha, e une casais que costumam durar de acordo com o tempo da festa.

Mas, se você está prestes a se casar de fato, que tal trocar a cerimônia tradicional por um casamento junino de verdade, feito para noivos que vão passar bons anos de suas vidas lado a lado?

Estranho? Inusitado? Pois saiba que foi isso que fizeram Tatiana Muniz, estudante de engenharia, e Bruno Motta, vendedor. Vivendo juntos desde janeiro de 2012, eles tinham o velho sonho do casamento martelando dia após dia em suas cabeças.

Naquele mesmo ano, durante uma viagem com outros três casais de amigos – cientes do desejo dos pombinhos -, Tati e Bruno foram surpreendidos por um gesto fofo vindo do grupo: os amigos haviam comprado um par de alianças de presente, para que o casal logo oficializasse a união.

A ideia
Com alianças em mãos, Tatiana e Bruno passaram a pensar ainda mais sobre o casamento, mas na época a grana era curta e não seria suficiente para bancar um festão com cerca de 300 pessoas presentes – como os dois conheciam bastante gente, cortar muitos nomes da lista de convidados não era bem uma opção.

Foi aí que Tati, respeitando seu o orçamento enxuto, teve a brilhante ideia de fazer um casamento com temática junina. O noivo, igualmente fã das festas de Santo Antônio, São João e São Pedro, topou o desafio na hora, e os preparativos começaram a rolar.

O espaço escolhido para o arraial do casal foi a Associação de moradores de Santa Eugênia, em Nova Iguaçu (Rio de Janeiro), e a festa aconteceu em 25 de agosto daquele ano. Como assim, festa junina em agosto?

Calma, a gente explica: é que, em 2012, essa era a única data disponível na agenda do local. Então, Tati e Bruno, que não aguentavam mais esperar pelo “sim” oficial, marcaram o casamento junino dois meses após a época das festas. O sonho se tornou realidade e contou com tudo o que há de mais típico.

A começar pelo cardápio:
Docinhos, como quindim, maçã do amor e brigadeiro, comidas emblemáticas como diferentes tipos de queijos, sopas, pipoca, bolo – de milho e de fubá -, cachorro-quente, milho verde, cuscuz, paçoca, cocada e um tradicional bolo de casamento, para o brinde dos noivos, foram as grandes iguarias da noite.

Para beber, nada além do básico: convidados se serviram de cerveja, refrigerante, água e, como em toda boa festa junina, quentão à vontade.

Look noiva
Quanto ao figurino, Tati fez questão de ser uma noivinha das mais “caipiras”, e pediu aquela ajuda de uma de suas tias, costureira, para montar seu look noiva. No fim das contas, tudo saiu bem baratinho: “Eu só paguei pela renda, meu vestido custou uns 250 reais, no máximo!”, conta, ao MdeMulher.

Um detalhe importante do visual da noiva não pode ser deixado de lado: enquanto ela optou por um scarpin clássico, branco, para a cerimônia, na hora da festa Tati mandou a formalidade para longe e desfilou com um par de botinhas confortáveis. Afinal, nada a ver dançar quadrilha de salto, né?

O buquê de noiva, todo artesanal, foi ela mesma quem fez.

Para a produção de Bruno, nada de terno e gravata: camisa xadrez com as mangas dobradas, calça jeans e o famoso chapéu de palha deram conta do recado. Ah! Não pense que os convidados escaparam do look junino, viu? Todos seguiram a proposta à risca e foram vestidos a caráter:

“Alguns deles só entenderam que era um casamento de verdade quando chegaram lá, porque nunca ninguém tinha ido a um casamento assim – nem nós”, confessa Tati.

E se a festa toda foi na construída na base do “faça você mesmo”, a decoração, um dos pontos altos de uma celebração junina, seguiu as mesmas regrinhas. Tati conta que muita pesquisa internet afora foi necessária até que eles definissem o décor da festa, muito por conta do orçamento reduzido.

Com boas doses de criatividade, ela criou um enfeite de velas, usando óleo de cozinha vencido, colocado nas mesas dos convidados junto com garrafas de vinho vazias e decoradas (que ela e Bruno trouxeram de um hotel em que se hospedaram). Só isso já deu aquele ar de romantismo ao salão.

Para completar a decoração, muuuitas bandeirinhas, obviamente, flores naturais e alguns arranjos, feitos pela própria noiva com uma mãozinha de amigos e parentes solícitos, garantiram o clima junino (mesmo em agosto). Teve até pula-pula e distribuição de bolinhas de sabão, tanto para as crianças quanto para os adultos.

“Eu amei minha festa! Todos se divertiram, dançaram (teve quadrilha!) e comeram muito também, tinha muitos quitutes. Nós gostamos tanto da ideia, que o chá de fraldas do nosso filho (em junho de 2016) e o aniversário de um ano dele (em 2017), também foram um arraial!”, diz a noivinha.

A dica valiosa da Tati, para os casais que desejam apostar no tema caipira no casamento, envolve três pilares: pesquisar muito, colocar a mão na massa e, por fim, se preparar para a diversão.

“Foi tudo simples e improvisado, mas com muito amor! Isso não pode faltar, seja qual for o tema do casamento!”, finaliza ela, emocionada.

E viva o amor de Tati e Bruno!

Fotos:Aervos

Fonte MMulher

Lena Sena foi empresária do mundo da moda e também do segmento de alimentação. É designer de interiores e paisagista, duas de suas grandes paixões. Também é arteira, como gosta de ser chamada entre os que trabalham com artesanato, atividade que continua a lhe conferir belas criações.

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